sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Toque De Recolher: Vergonha Nacional

Mais duas noites seguidas com toque de recolher e o governo estadual fez... Nada. 
  
Será dificil, para alguns políticos, entenderem que, em tempos de crise, o correto é suspender as aparições e os acenos em inaugurações de pequenas obras, deixar os encontros de articulação política para a eleição de 2014, se trancar em uma sala com o "alto escalão" e encontrar soluções... Ou então para que servem os governos, para assistirem calados?

Eu acredito que fica mais bonito para um político entregar o cargo e admitir que não sabe o que fazer, deixando o espaço livre para quem sabe, do que fingir que está "tomando providências".  O que está em jogo são vidas humanas e vidas não podem esperar...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Toque De Recolher: Uma Realidade Mais Próxima Do Que Se Imagina...

Em São Paulo, falar em "toque de recolher" é fácil, viver uma situação como essa é muito mais dificil. E ainda temos que aguentar diariamente a ladainha do governador de que "tá tudo sob controle". Uma coisa é certa, não se pode tratar uma crise estadual dessa gravidade como se fosse um transtorno passageiro. 

Em momentos de perigo para a população:
  1. Não se marca intermináveis reuniões, sempre para a próxima semana, 
  2. Não se fica inaugurando pequenas obras e dando entrevista de que  "estamos fazendo todo o possível", quando é óbvio que não estão, 
  3. Não se fica fazendo "guerrinha partidária" e recusando ajuda federal, de olho nas próximas eleições, 
  4. Não se "justifica" celulares em presídios com a desculpa de fazer "monitoramento com escutas",
  5. Não se ignora a existência de um poder paralelo mais articulado que o Estado, 
  6. Não se ignora a existência de uma milicia que, ao invés de procurar se vingar dos causadores da crise, mata pequenos "usuários" e dezenas de inocentes que estiverem pelo caminho,
  7. E, principalmente, não se trata a população, que está no fogo cruzado, como imbecís, incapazes de perceber a gravidade da situação.
Atitudes como essa já custaram a carreira de muitos políticos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Alckmin: Mais Um Comentário Infeliz

Já não bastasse a escalada da violência no país e, com mais intensidade, em São Paulo e Santa Catarina, ainda temos que aguentar um governador (Que até bem pouco tempo atrás sequer reconhecia a existência de uma organização criminosa atuando dentro e fora dos presidios) dizer que o crime organizado está sob controle e que estão tentando "criar uma situação de pânico na população" e que "não se pode fazer uma campanha contra São Paulo". Queria ver se ele tivesse que ir pessoalmente dar a notícia pras familias sobre a morte de seus entes queridos, não só pras familias de policiais, mas de todos os inocentes, inclusive crianças, que estão perdendo a vida por causa da incompetência do Estado que, até mesmo para fazer suas "reuniõezinhas" que nada resolvem e para transferir os lideres dos ataques para outras regiões, levam semanas de preparação e têm uma atuação extremamente lenta e paliativa, enquanto estamos na linha de fogo!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eleições: Brasileiros Estão Felizes!!!

Terminadas as eleições para prefeitos e vereadores, chegamos à uma conclusão, o povo brasileiro está feliz:

Feliz com a saúde, apesar de faltarem médicos e hospitais...
Feliz com a segurança pública, apesar do crescimento da violência em todas as capitais e municipios...
Feliz com o transporte público, apesar do sucateamento...
Feliz com a educação, apesar do indice absurdo de analfabetismo funcional em todo o país...
Feliz com a cultura, apesar de tudo o que temos que engolir hoje em dia como se fosse arte...
Feliz com o mercado de trabalho, apesar do grande número de desempregados... 
Feliz com os altos impostos... E principalmente:
Feliz com a classe política, apesar dos inúmeros escandalos que surgem diariamente...

Porque Feliz? Porque mais uma vez teve em suas mãos a oportunidade de mudar tudo isso através do voto e, com raras excessões, optou por deixar tudo como está, votando nos mesmos candidatos e partidos ¨de sempre¨. Parabéns então e viva a felicidade!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Está Chegando O Segundo Turno...

Está chegando o segundo turno das eleições. No primeiro, como sempre acontece, a população que passou quatro anos reclamando da falta de renovação e de projetos, na hora "H" votou nos mesmos candidatos e partidos de sempre. Felizmente houveram algumas poucas excessões que, caso façam boa administração, poderão servir de exemplo para que no futuro as pessoas deixem de ter tanto medo de mudanças. Vamos esperar que, pelo menos nesse segundo turno, ganhem os menos piores.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nova Greve No Metrô - Desafio Ao Governo: CATRACAS LIVRES!

Metrô Rompe Acordo Fechado No TRT

Como parte do acordo acertado no Tribunal Regional do Trabalho para suspensão da greve em maio deste ano, o Metrô se comprometeu a formar uma comissão para "busca da linearidade na distribuição da PR (Participação nos Resultados)". No entanto, a empresa não só quer manter a distribuição de forma proporcional ao salário, como propõe um acordo em separado para os cargos de confiança e alta chefia para lhes concederem até quatro vezes mais que aos outros trabalhadores.
Em maio, foi acertado no TRT um prazo de 60 dias para assinatura do acordo sobre as pendências da Campanha Salarial 2012. No entanto, passados 120 dias, a direção do Metrô comunicou aos trabalhadores que não mudará sua política elitista e também sua pretensão de pagar a PR só em abril, quando habitualmente é paga em fevereiro.
Também descumpre o acordado em maio no que diz respeito à jornada de 36 horas e escala de trabalho, assim como a equiparação salarial. Diante dessa intransigência, não restou aos metroviários outra saída senão marcar uma greve para o dia 4 de outubro como forma de pressionar a empresa a rever sua postura irresponsável. 

Catraca Livre!

Tentando impedir o direito constitucional à greve, o Metrô e o Governo do Estado sempre declaram que a paralisação prejudica a população, o que não é a intenção dos metroviários. Por isso, a categoria encaminhou na última sexta- feira (28/09) ofício para direção da empresa, reafirmando a disposição em atender o transporte da população, contanto que seja com as catracas liberadas, como alternativa à paralisação.
Cabe ao governador Alckmin e à direção da empresa decidirem se o Metrô para ou não. A liberação da gratuidade pode ser feita da mesma forma que anunciaram que pretendem, a partir do dia 15, no terminal Santo Amaro de ônibus, medida paliativa para aliviar a superlotação da Linha-4. 

Fonte: Metroviários/SP 

Como vimos neste informativo, o governador Alckmin e a direção do Metrô têm duas alternativas: Permitir que as catracas sejam liberadas, para que a população não sofra com mais uma paralização ou serem novamente intransigentes, na esperança de que os usuários se voltem contra os grevistas. Está nas mãos deles decidir.